Constituição e leis brasileiras jogadas no lixo. Liberdade religiosa é crime. Ditadura acontecendo?

Primeira Igreja Niubingui Coptic de Sião do Brasil, foi invadida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) na tarde do dia 22 de junho de 2011, na cidade de Americana, interior de São Paulo. Segundo Ras Geraldinho, líder do grupo religioso, seu templo foi “profanado” e “destruído” pelas autoridades federais durante a invasão.

Mesmo com as leis de proteção religiosa garantidas pela constituição brasileira, a DISE entrou na igreja e destruiu todos os pés de maconha plantados no local, além de levar computadores, todos os objetos do sacrário de Geraldinho e até a versão da igreja para a Bíblia Sagrada, tudo recolhido como suposta evidência de um crime não anunciado na invasão.

E isso não é a primeira vez que acontece na igueja do Ras: “A DISE chegou aqui exatamente igual fizeram da outra vez. Eles destruíram a minha igreja. Eles viraram minha casa de ponta cabeça. A casa do meu Pai! Por volta de meio dia eles já tinham invadido. Eles simplesmente destruíram tudo. Arrancaram todos os pés da planta sagrada, levaram todo o sacrário da igreja, eles levaram até a bíblia da minha igreja embora. Eles tiveram coragem de tocar na bíblia sagrada. A gente não sabe mais o que vai acontecer neste País. Isso era feito em 1962. Agora estamos em outro século. Até meus computadores eles levaram.”

De acordo com informações do EPTV da região, a DISE apreendeu um quilo de maconha, sendo 440 gramas em forma de tijolo e 770 em cigarros, além de 20 pés da erva. A polícia ainda teve a displicência de levar R$103,00 como “evidência” de crime! Segundo o site ligado à Rede Globo, Geraldinho estaria sendo indiciado por tráfico. A investigação começou após entrevista de Ras Geraldinho publicada em um jornal regional.

“Eu estou me sentindo um fugitivo e ainda não sei o que fazer. Eu nem sei se tem mandato de prisão contra mim. Hoje eu sou um fugitivo político no Brasil. Dá pra aceitar uma coisa dessas?”

Esse tipo de ação policial é visto como uma regressão de mais de 200 anos nas ações do estado brasileiro. No período colonial, que reinou no Brasil até 1824, era obrigatória a religião Católica. Se o sujeito se declarasse de outra religião, isso era considerado um crime contra a a Coroa portuguesa e uma heresia. Os juízes eclesiásticos é quem davam a sentença do crime e a Coroa era quem executava a sentença.

Hoje a liberdade religiosa é um dos mais importantes direitos individuais previstos na Constituição da República. Este direito está gravado no art. 5º, inciso VI, que textualmente diz: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma de lei, a proteção aos locais de culto e às suas liturgias”.

Segundo o jurista José Afonso da Silva, a liberdade religiosa, como consta no dispositivo constitucional acima, se segmenta em três partes: (a) a liberdade de crença, (b) a liberdade de culto e a (c) liberdade de organização religiosa:

(a) A liberdade de crença assegura a liberdade de escolha da religião que se deseja seguir, a liberdade para aderir a seita ou denominação qualquer, a liberdade para se alterar de religião e ainda a liberdade de não ter religião alguma, optando pela descrença. (b) A liberdade de culto compreende a de expressar-se em casa ou em público quanto as tradições religiosas, os ritos, os cerimoniais e todas as manifestações que integrem a doutrina da religião escolhida. (c) A liberdade de organização religiosa diz respeito à faculdade que se dá aos que confessam uma dada religião, de organizarem-se sob a forma de pessoa jurídica para a realização de atos de natureza civil em nome da fé professada.

Portanto podemos perceber que vários desses direitos foram violados pela polícia. Mas quem está no controle da polícia? A ordem vem de cima, meu amigo. Olavo de Carvalho, já há varios anos vem delatando uma constante e lenta montagem de um aparelho ditatorial no Brasil, em acordo com os processos em andamento de uma nova ordem mundial. Como exemplo, na antiga União Soviética, a igueja católica não botava os dedos dentro do governo, e o catolicismo passou a ser praticado de uma forma laica, com o corpo eclesiástico sendo formado por profissionais formados pelo Estado. Nessa época, a KGB fez a festa. O acesso à informações confidenciais que o serviço de inteligência soviético adquiria através dos profissionais que ouviam confissões foi imenso. Presos, mortos e desaparecidos foi o saldo. Na verdade esse é sempre o saldo quando os direitos individuais são lentamente desprezados. Hoje, os direitos individuais de uma minoria; amanhã os direitos coletivos da família humana. Não deixe isso acontecer.

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